Esse blog é feito com cerveja!

Em busca de maior visibilidade para meu blog, resolvi participar do movimento Esse blog é feito com cerveja, para ganhar a associação automática da Liga dos blogueiros de Saco Roxo. O que eu deveria ter feito era me encher de cana, ficar às quedas e escrever chapadão, trocando letras e tudo mais, como todo bom bêbado. Tentei e não deu certo.

Tentei reunir os Confrontadores para tomar parte desta odisséia, mas o S furou, preferiu ficar com sua Dama Branca, o que prova que ele também tem saco roxo, sem precisar participar do desafio. Assim, saímos aqui de casa eu, Frank Z e Martelo. Às 17:38 compramos long necks (bohemia) numa loja de conveniência e começamos a beber no ônibus (o porre seria no Crato, cidade vizinha, pois lá tem os melhores bares da região). No caminho, liguei para Padmé, minha doidinha, pois beber só com machos não tem muita graça (até tem, mas com mulher tem mais). Às 18:16 chegamos ao Cancela, que possui a cerveja mais gelada da região e realmente começamo. 18:20 chegam uns cafuçus (acho que um deles era bicha enrustida) pra denegrir o ambiente com música de baixa qualidade. 18:50 saímos de lá. 19:17 tomamos a porra da Sol e vimos o quanto ruim aquilo é. 19:37 chegamos em um barzinho fuleragem, compramos brahmas em lata e partimos pra outro melhor. A partir daí decidi parar de tomar notas. Chegamos num bar e bebemos. Bebemos mais. Mais ainda. E mais. Eis as fotos.

Frank Z, Padmé, eu e Martelo

eu e meus amores

Martelo Bêbado

Frank Z e eu trabalhando

Até a câmera tava bêbada

Tarde pra caralho, resolvemos voltar pra casa (o barzinho ia fechar) e escrever no blog. Mas eu fui detido. Seduzido pelas belas pernas da linda Padmé e desisti de escrever. Porra, queimem meu computador, façam qualquer merda, mas jamais, jamais, deixaria uma mulher (ainda mais essa) pra escrever pra porra dum blog! Afinal, tenho saco roxo…

As pernas

Mas pra não dizer que não criei nada bêbado, houve uma conversa entre eu e Frank Z que Martelo anotou. Frank Z dizia que escrever é virar a alma ao avesso. Eu respondi:

escrever não é virar a alma ao avesso: é lavá-la, virá-la ao avesso, batê-la, estender ao sol em frente à porta, pendurada de poste a poste e gritar ao povo: ‘Vejam, minha alma! Vejam-na chorar…’”.

Apesar do blog não ter sido feito com cerveja, o blogueiro é movido a cerveja.

— João Octávio

procurando algo pra beber…

Linhas sobre a cerveja

Cheio de espuma e âmbar misturados
Esvaziarei este copo novamente
Visões as mais hilariantes embarafustam
Pela alcova de meu cérebro
Pensamentos os mais curiosos fantasias as mais extravagantes
Ganham vida e se dissipam;
O que me importa o passar das horas?
Hoje estou tomando cerveja.

— by Edgar Allan Poe

Conversas em uma mesa de bar

Ou expectativas eróticas, sei lá.

Bem, antes do post propriamente dito, meus sinceros pedidos de desculpas pela demora em escrever. Prometi escrever algo na mesma noite que postei o vídeo anterior, mas deu uma preguiça dos infernos, entendam. Por isso, só agora.

Os trechos escritos a seguir poderiam estar em algum conto erótico ilustrado por Milo Manara, ou escrito pelo Marquês de Sade (para saber sobre eles, consultem a wikipedia). Estávamos eu e Frank sentados, bebendo no shopping. Apreciávamos as belezas que passavam e ele dizia que o ruim de beber lá é o sofrimento que tais beldades nos causam. Então eu comecei a falar.

“Velho amigo, vês aquela bela morena, de cabelos negros, lisos e longos? Aquela, de pernas semi-perfeitas. Pois bem. Ao olhá-la só consigo imaginá-la por cima de mim, cavalgando feito uma valkíria. Então, no momento do prazer, quando ela estiver a cavalgar mais e mais rápido, enfio minha mão por seus cabelos, puxando, em seguida, sua cabeça para trás. Em meio a seus espasmos de prazer, com a cabeça pendendo para trás, começo a morder-lhe o queixo e o pescoço…

“Aquela outra, aquela loirinha, de cabelos tão loiros que chegam a parecer brancos, de têz tão alva que parece leite… Imagine-a, caro Frank, em minha cama… Imagine-me fazendo pressão em suas costas com meus dedos. Talvez deva imaginar também, quem sabe, minhas unhas cravando em suas costas durante o orgasmo… Aposto, velho amigo, que conseguiria dar um pouco de vida, de cor àquela loira…

“Aquela morena baixinha que ora passa, de pernas tão torneadas, só me faz imaginar uma beco escuro, uma viela realmente estreita e desabitada, após a meia-noite… Imagino-me baixando aquela calça super-apertada que ela usa até o meio das pernas… Após alguns beijos, viro-a de costas, inclinando um pouco para propiciar um encaixe perfeito… Então começo aquele típico movimento de vai-e-vem, aumentando a velocidade e pressão à medida que o tempo vai passando… De repente, ela já está colada na parede, mãos espalmadas, rosto ralando no muro, seios, duros, quase furando os tijolos… E, no meio de tal madrugada, as únicas coisas que se podem ouvir são um forte arfar e alguns monossílabos…

“Vê aquela loirinha que senta à nossa frente! Observa, por baixo da mesa suas pernas, roliços, duras, divinas. Imagina a tenacidade delas… Pois bem, imaginemos agora que nós, eu e ela, por algum motivo desconhecido, ficássemos presos aqui, após tudo fechar. Leva-la ia até aquela mesa de sinuca, sentaria-a lá e começaria a beijar e acariciar. Em determinado momento, ela deitaria na mesa e iniciaríamos a cópula. Ela, deitada na sinuca, eu, em pé, com as mãos deslizando por seu corpo, alternando entre pescoço, seios e vulva enquanto a penetro… Bem, prevejo que ela estaria louca, fazendo enormes ruídos, com as pernas arqueadas presas em minha cintura… Imagino também que à medida que o orgasmo fosse chegando, ela aumentaria a pressão nas pernas… Não é difícil supor, caro amigo, que no seu clímax, ela me apertaria tanto que eu sentiria um misto de prazer e dor, imaginando que ela, ao proferir seu canto de sereia, apertava-me com tanta força que provavelmente estava a triturar meus rins…”

Além desses quatro casos, outros foram mencionados. Mas, infelizmente, não consigo recordar com precisão de todos. Espero que gostem dos que consegui lembrar. Aguardo comentários. Abraços e até a próxima.

-- João Octávio
imaginando se não é, em verdade,
algum tipo bastante anormal de pervertido.