Filmes pra se assistir

Todos os de Kevin Smith. Todos, sem exceção. Principalmente “Procura-se Amy”. Não, Procura-se Amy não é o melhor filme deste diretor, é simplesmente o melhor filme já feito e possui a melhor declaração que eu já vi. Comprem, se puderem. Se forem amigos meus, me dêem de presente (não, eu só tenho um piratão dele, nunca achei o original pra vender, mas compraria de bom grado). Aluguem, baixem na net, whatever. Assistam, é o que digo.

Mas hoje estou aqui pra falar sobre O Balconista 2. Uma típica comédia despretenciosa, sobre amigos que trabalharam a vida toda como balconistas. Não é o tipo de comédia que te faz rir (a não ser que você seja nerd o suficiente pra entender “admita tigrão, você tirou a sorte grande”), mas é divertida. Principalmente pelos temas “sérios” escondidos (embora não necessariamente “disfarçados”) no filme. Típico filme leve que te faz pensar na vida e ver que ela não precisa ser uma merda. E bem melhor que o besteirol meloso estilo Adam Sandler (nem sei se escrevi direito). Comprei na Americanas por R$19,90 (edição especial, dois discos), mas vale bem mais que isso. Assistam.

Aproveitem e assistam também Barrados no shopping.

E só

— João Octávio
fazia tempo que não me sentia tentado
a escrever sobre um filme que assisti…

Melhor cantada que eu já vi…

A cena: dois amigos estão num restaurante. Ela compra um quadro lindo que viu na parede. No caminho de volta pra casa, dá o quadro pra ele. Ele não entende o motivo. Ela diz que o momento foi especial e o quadro servirá para que ele sempre se lembre dela. Ele pára o carro, olha pra ela e começa a falar:

“Eu te amo. E não é como amigo, embora sejamos ótimos amigos. E não é de forma inocente, embora seja como você chamaria.

“Eu te amo.

“É simples.

“De verdade.

“Você é a epítome de tudo que sempre quis num ser humano. você me considera um amigo, e ser mais que isso jamais passaria pela sua cabeça, mas eu tinha de me abrir. Não aguento mais.

“Quando estou do seu lado, quero te abraçar. Olho nos seus olhos e sinto aquele desejo dos romances baratos. Não posso falar com você sem querer expressar meu amor. Sei que provavelmente isto vai estragar nossa amizade, mas eu tinha de falar porque nunca me senti assim antes e pouco me importa. Gosto de como sou por causa disso. E, se confessar isso significa que não vamos mais nos ver, vou sofrer, mas não podia passar nem mais um dia sem te falar, não importa o que aconteça. E, pela sua expressão, será a inevitável… Rejeição! Mas tudo bem, aceito isso. Nenhuma outra pessoa nesse planeta jamais me fez a metade do que sou com você. E eu arriscaria nossa amizade para mudar as coisas, porque existe uma atração entre nós, você não pode negar.”

Kevin Smith, no filme “Procura-se Amy”